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terça-feira, 25 de maio de 2010

A CRÔNICA DE ALBERTO OLIVEIRA (Nosso correspondente em Portugal)

O REI E OS CAMPEÕES
Agora que já sabemos quem são os campeões desta época vale a pena reflectir sobre os que o fizeram por merecer e aqueles que só participam, mas sem hipóteses de chegar ao título. Mas aí também não votam porque não tem título, e como fica?
A maior parte das equipas mete o autocarro a frente da baliza e não há ninguém com atributos suficientes para desferir um remate que faça com que o esférico ultrapasse a linha de gol. Mas totalmente, porque os velhinhos da Uefa já lá puseram uns quantos fiscais de linha a ver se ela entrou ou não entrou. Estão a procura das formigas, mas não conseguem ver passar um dromedário a sua frente.
Muitos se perguntam como Camões perdeu a vista; e a prazo, o que dizer? Foi um soco? Foi uma facada? Foi um vírus? Mas nem todos sabem que no meio de uma batalha contra os mouros ele estava a combater ao lado de outro soldado quando este avisou-lhe:
- Camões, cuidado!
Ele virou-se para o lado e uma bala atingiu-lhe o olho, não impedindo porém que mesmo assim descrevesse os mais belos feitos dos navegadores portugueses em não menos belos textos épicos, doces e saborosos.
Isto vem a propósito da falta de qualidade de alguns no que toca a tratá-la com o carinho que ela merece. Nada de caneladas, ela quer beijos, carícias e até sevícias, por que não? Mas sempre em velocidade de cruzeiro. Nada de correrias. Velocidade constante; aceleração zero.
Como dizia um grande Ministro da Defesa, o melhor da Marinha são as Delícias do Mar; do Exército são os Peixinhos da Horta, porque são verdes e da Aeronáutica são os Toucinhos do Céu. Todos estes são acepipes para serem bem tragados junto a um bom tinto de castas variadas, mas estas a serem desbravadas em futuras canetadas.
Aí está o segredo do desporto bretão.
Em terra de cego quem tem um olho é Rei.
Bem hajam
O signatário
AO
(By Alberto Oliveira)

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